terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Marina


Sua beleza era espantosa. Marina, inebriava sorrisos no rosto de qualquer ser neste Universo...seus olhos era de um verde profundo como o amanhecer, seus compridos fios lisos de cabelos loiros, eram tão belos, que pareciam querer rivalizar com o brilho do Sol...seu sorriso era puro, e sua pele era de uma suavidade inconfundível...aquela mulher, era absurdamente desejada por todos os homens. Mulheres?? Pasmavam-se diante de Marina. A jovem que não tinha mais de 20 anos, apaixonou-se por um homem bem mais velho que ela. Caiu-se de amores. Jorge, era seu nome. Um homem robusto, viúvo. Fazendeiro rico, de cabelos grisalhos e um olhar perdido e assustador. Ora, ora! A família de Marina revoltou-se ao saber que aquela beleza chocante dela, ficaria ligada pro resto da vida, ao lado de um homem que ninguém parecia gostar.
Marina enfrentou a família, enfrentou montanhas, para ficar com Jorge. 
Ah!! Pobre dela, que nem conseguiu enxergar que aquele homem, a queria sim, mas por questão de posse!
O casamento aconteceu-se! Sua pobre mãe, Dona Cristina, desmaiou na igreja. Até o padre parecia horrorizado com aquele casamento!
Mas a jovem se uniu com aquele homem...
Doce destino!! Ela nem fazia ideia do que ele lhe reservaria! O ciúme de Jorge era aterrorizante! Ele prendia Marina em seu quarto, com medo de que ela pudesse sair dali, e trai-lo! Medo de que seus empregados pudessem se apaixonar por ela, medo até do ar que ela respirava. Era um inferno! Ah, pobre jovem...chorava, queria ser socorrida, se arrependera da união. Um dia não aguentou: quando Jorge vacilou, Marina fugiu do quarto as pressas, pegou um dos carros da fazenda que vivia, e saiu acelerada e cega de raiva, tristeza e desgosto pela estrada que parecia sem fim. Pobre Marina!
Destino traçado, fez com que aquele carro batesse de frente com uma pedra terminantemente grande que tirou a vida daquela moça de forma bruta.
Ao acharem seu corpo, os médicos se assustaram. 
Estava desfigurada. Totalmente destruída. Aquela beleza, estava sem vida.
No velório, Jorge estava desesperado. Se culpava pela morte de Marina.
A cidade toda comentava que uma mulher de beleza assustadora, morreu em um acidente descontrolado de carro. Ah, pobrezinha!
Jorge se revoltou, não agüentava o que ele havia feito. Queria estar do lado da esposa.
Ao voltar do enterro, ficou olhando para um poço de sua fazenda. Era ali, que Marina gostava de se mirar e pentear seus cabelos...e se perfumava com Alfazema.
Jorge não se agüentou, e se atirou no poço. Seu corpo, nem se deram o trabalho de procurar.
Todos sabiam. Ele tirou uma beleza espantosa do mundo, que deixava qualquer olho cego...

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